Cicatriz cirurgica

As cicatrizes podem levar de meses a anos para se tornarem claras, planas e esteticamente aceitáveis. Entretanto, em alguns casos, ocorre uma cicatrização desfavorável, podendo persistir por um longo período com um aspecto avermelhado, escurecido, elevado e até mesmo com sensação de ardor ou “coceira”. A aparência final de uma cicatriz é imprevisível. Uma das principais preocupações de quem pretende fazer uma operação estética é a cicatrização da pele.
Afinal, a formação de um queloide* ou cicatriz hipertrófica **pode comprometer o resultado final. O aspecto da cicatriz dependerá da sua localização, cor, textura, comprimento, largura e profundidade, além de uma alimentação adequada. Alguns locais do corpo caracteristicamente apresentam forte tendência a formar cicatrizes mais evidentes e inestéticas. Nas áreas de constante movimento, uma cicatriz inicialmente bem-conduzida pode se tornar larga, como ocorre nos ombros, braços, pernas e costas.
É importante ressaltar que nenhuma cicatriz pode ser completamente eliminada, mas o objetivo é proporcionar um aspecto esteticamente aceitável e que não traga insatisfação ao paciente em relação ao resultado tão sonhado. No passado, muitas modalidades foram utilizadas na tentativa de melhorar a qualidade e a aparência das cicatrizes, como aplicação de medicamentos, remoção cirúrgica, dermoabrasão, betaterapia, crioterapia, peeling químico, infiltração intralesional de corticoide, cujos resultados foram variáveis.
Pesquisas recentes têm evidenciado a utilização de laser ou luz pulsada como a modalidade mais indicada para o tratamento de cicatrizes, melhorando a vascularização, a coloração e aplainando a cicatriz. O melhor de tudo é que é rápido, não é agressivo e dispensa a anestesia local, pois é muito pouco desconfortável. Na maioria das vezes, o tratamento é realizado utilizando-se técnicas combinadas, visando atuar de forma mais completa, impedindo a evolução do processo de cicatrização inadequada. A data ideal para começar a tratar ainda é controversa, mas há bons resultados quando o paciente inicia o tratamento nos primeiros 2 meses após a cirurgia.

2017-03-01T13:47:37+00:00